Busca: 
   
 
Como ter um currículo diferente e não exagerar na entrevista - por Max Gehringer



Construir uma carreira bem-sucedida é tão simples como preparar um bolo. Mas quem já preparou um bolo na vida sabe que a falta de um ingrediente não pode ser suprida pelo excesso de outro. Não adianta ter bastante escolaridade e nenhuma experiência, ou viceversa.


É preciso ter a quantidade necessária de cada um dos ingredientes. E é preciso saber
dosá-los. A seguir, alguns ingredientes necessários para uma boa carreira neste século XXI.


Ter um currículo diferente

Currículo, a origem da palavra explica, é uma breve lista de experiências acadêmicas e profissionais. Não é uma autobiografia nem é uma obra de ficção, com longos parágrafos que começam com “Implantei”, “Economizei”, ou “Liderei”.

Gerentes de grandes empresas recebem cerca de 50 currículos por dia, pelo correio postal ou eletrônico. Como chamar a atenção dessa gente, já que todos os currículos se parecem? Transformando o currículo no anexo de uma carta pessoal. A carta, de dez linhas, deve explicar por que o candidato quer trabalhar naquela empresa, e em nenhuma outra empresa do mundo.

 

Por exemplo, porque desde criancinha é consumidor do produto que a empresa fabrica. Uma carta bem escrita é a garantia de que o currículo receberá o mínimo de atenção. Já um currículo-padrão, por mais estético que seja, corre o risco de virar papel reciclado.

Não exagerar na entrevista

Nenhum entrevistador vai criar uma série exclusiva de perguntas para cada candidato. Por isso, há meia dúzia de perguntas recorrentes em entrevistas. O candidato deve ser objetivo nas respostas, sem exagerar nem se estender demais.


Alguns exemplos de perguntas e respostas:

1. Fale um pouco sobre você - “um pouco” significa “não mais que dois minutos”.


2. O que você espera de nossa empresa?
- “Oportunidades”.

3. Qual é seu maior defeito? - “Falar quando é preciso ouvir. Mas estou aprendendo a me controlar”.


Uma dica: diferentemente do que a maioria dos candidatos pensa, “perfeccionismo” não é uma virtude que parece um defeito.

É um defeito, mesmo. Todo perfeccionista é um mala-sem-alça.


4. Onde você se vê daqui a cinco anos?
- “Nesta empresa. E daqui a dez, também”.

5. Por que você se considera o melhor candidato para esta vaga? - “Não me considero, mas tenho certeza de que não irei decepcionar”.


6. Alguma coisa que você queira acrescentar? - “Sim. Gostaria que o senhor me desse um par de sugestões para que eu possa começar meu trabalho com o pé direito”. Muito importante - e praticamente ninguém faz - é mandar uma carta para o entrevistador, no dia seguinte, agradecendo-lhe pela oportunidade da entrevista. Se quatro candidatos foram igualmente bem num processo de entrevistas, essa carta pode ser o fator de desempate.

 

Trechos da reportagem O novíssimo manual da carreira, publicada pela revista Época

(edição 456 – Fev/07), cuja reprodução foi autorizada gentilmente pelo veículo.